Coreia do Sul exige indemnização ao Norte por demolição de escritório conjunto

Coreia do Sul exige indemnização ao Norte por demolição de escritório conjunto

A justiça da Coreia do Sul ordenou hoje que Pyongyang indemnize Seul em 44,6 mil milhões de won (28,3 milhões de euros) pela demolição de um escritório de ligação intercoreano em 2020.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Destruição do escritório de ligação entre as Coreias em Kaesong, na fronteira entre os dois países Foto: KCNA via REUTERS

O Tribunal Distrital Central de Seul decidiu a favor do Governo sul-coreano e acolheu praticamente na íntegra o pedido, naquela que foi a primeira ação judicial interposta pelo Executivo contra a Coreia do Norte, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Os litígios anteriores contra a Coreia do Norte em tribunais sul-coreanos tinham sido iniciados por particulares. No entanto, o tribunal emitiu a decisão sem explicar os motivos concretos da sentença, noticiou a Yonhap.

O Ministério da Unificação apresentou em junho de 2023 a ação a pedir uma indemnização pela demolição, decidida unilateralmente por Pyongyang.

Seul estimou os danos em cerca de 10,3 mil milhões de won (6,5 milhões de euros) pelo escritório e 34,5 mil milhões de won (21,8 milhões de euros) pelo centro de apoio adjacente, segundo a agência.

Localizado na cidade norte-coreana de Kaesong e inaugurado em 2018, o escritório servia como canal de comunicação e cooperação entre as duas Coreias e simbolizava a aproximação entre ambas.

A Coreia do Norte destruiu a instalação a 16 de junho de 2020, devido ao envio para o país de propaganda contrária ao regime, por parte de ativistas anti-Pyongyang na Coreia do Sul.

Embora não existam meios para obrigar o Norte a pagar, a decisão levanta questões sobre uma possível reação de Pyongyang e as repercussões nos esforços de reconciliação do Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung.

As relações intercoreanas agravaram-se após a cimeira de Hanói de 2019 entre o então Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, que terminou sem acordos.

A tensão bilateral persiste, com o Norte a rejeitar o diálogo e a considerar o Sul um "Estado hostil".

 

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